1 de dez. de 2011

Modelos de petição

Existe na internet um grande número de modelos de peças, estou disponibilizando alguns links

http://www.centraljuridica.com/modelos/g/1/peticoes/peticoes.html
http://www.igf.com.br/blog/modelos-de-documentos/Peticao
http://www.escritorioonline.com/peticoes_arquivo.php


Atenção; confira os artigos tem muita coisa já revogada;  estude sobre o caso e utilize como parâmetro para confecção da sua petição.



Conclusão de Curso

Essa foto traduz o dilema de alguns amigos, rsrsrsr

Mas muitas vezes a culpa não é deles, mas sim da falta de preparo e comprometimento do orientador, que mais desorienta do que orienta!

6 de nov. de 2011

STF entende que dirigir embriagado é crime


O CTB foi alterado em 2008, pela Lei nº 11.705, especialmente quanto a embriaguez. O Art. 306 reza:  Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:...
Contudo, somente ontem, 5 de novembro de  2011, o STF admitiu o perigo abstrato no crime previsto no artigo 306 do CTB.
Contrário a esse entendimento Por Luiz Flávio Gomes e Alice Bianchini no artigo “Bêbado que dirige com cuidado só comete infração” não concorda com a decisão.
Se lermos o artigo 306 em momento algum diz que o condutor ali enquadrado deveria dirigir de maneira perigosa, ou que realize manobras que coloque em perigo a sociedade.
A lei é clara: :  Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

Como bem disse Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo) no comentário ao artigo escrito pelos Drs. Luiz Flávio Gomes e Alice Bianchini, a lei não mais exige a exposição da incolumidade de outrem como elemento do tipo penal. Basta a conduta de dirigir sob influência para configurar o ilícito penal.

Nesse sentido foi o voto do Ministro  Lewandowski entende que dirigir embriagado é crime, independente de ter causado dano ou não. Em seu voto , o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, argumentou que "basta que se comprove que o acusado conduzia veículo automotor, apresentando uma concentração de álcool no sangue igual ou superior a 0,6 decigramas por litro para que esteja caracterizado o perigo ao bem jurídico tutelado e, portanto, configurado o crime".

Finalmente uma interpretação adequada da lei, esquecendo entendimentos recorrentes e equivocados.

1 de out. de 2011

DIREITO CONSTITUCIONAL - RÉMEDIOS

Você está com dúvidas???
Assista esse video aula no Canal de SaberDireito.
Mandado de injunção - Prof Luciano Avila (Promotor de Justiça)

Ahh, quer um resumo? então veja o Superman da OAB aqui

Bom estudo!

4 de set. de 2011

Mensalidade integral se não cursa todas as disciplinas

É correto que uma instituição de ensino superior cobre o valor integral da mensalidade mesmo que o aluno não esteja cursando a grade completa de disciplinas?

As instituições de ensino possuem autonomia administrativa no que se refere ao estabelecimento dos valores cobrados por seus serviços, contudo, o valor da mensalidade deve guardar correspondência com o serviço prestado. Assim, o valor estipulado para a mensalidade de um aluno que cursa todas as disciplinas da grade curricular não pode ser o mesmo da mensalidade estipulada para um aluno que esteja cursando apenas uma ou duas matérias. A cobrança do valor integral da mensalidade para o aluno que não está cursando todas as disciplinas da grade curricular pode ser caracterizada como uma prática abusiva, uma vez que isto fere o princípio da proporcionalidade, que está traduzido nos direitos básicos do consumidor no Art. 6º, V, do Código de Defesa do Consumidor.
Para caracterizar tal prática como abusiva podemos tomar como base o Art. 6º, IV, que trata do direito básico do consumidor relacionado à proteção contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços, além dos seguintes artigos do CDC: Art. 39, V, que veda ao fornecedor exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva; e Art. 51, IV, o qual define como cláusula abusiva àquela que estabeleça obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou equidade do Código de Defesa do Consumidor.
Ocorrendo tal situação, o consumidor pode efetuar denúncia junto ao órgão de defesa do consumidor de sua localidade (Procon).

Acadêmico com mensalidade atrasada pode ser barrado de fazer prova?

O MEC diz:

De acordo com a Lei nº 9.870, de 23 de dezembro de 1999, que dispõe sobre as mensalidades escolares, a instituição de ensino não pode impedir que o estudante tenha acesso a todos os seus direitos acadêmicos, no semestre ou ano letivos, sob a alegação de inadimplência. Entretanto, o aluno inadimplente não poderá renovar sua matrícula e poderá perder o vínculo com a instituição.

O atraso no pagamento de mensalidade caracteriza-se como descumprimento do contrato de prestação de serviços educacionais, regido pela Lei nº 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor - firmado entre o aluno e a instituição de ensino, quando do ato da matrícula e por ocasião de sua renovação, em cada período letivo. Segundo as disposições dessa Lei, o prestador dos serviços (instituição) só pode cobrar do consumidor (aluno) a importância ou taxa (por exemplo: taxa de matrícula, de expedição de histórico, de prova em segunda chamada, de colação de grau) que esteja explicitamente contemplada no contrato.

Portanto, se matriculado, o aluno tem direito ao acesso todos os seus direitos acadêmicos.  

1 de set. de 2011

PERGUNTAS COM GABARITO DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

1. Comente acerca do Direito Internacional Privado e o porque dele ser tido como um ramo do direito interno.
 O Direito Internacional Privado é um conjunto de normas que visa a resolver conflitos resultantes da potencial aplicação de dois ordenamentos jurídicos provenientes de Estados diferentes numa mesma relação de direito privado. Sendo assim, as regras de DIPrivado não resolvem a questão jurídica propriamente dita, indicando, tão somente, qual direito aqueles que têm conexão com o caso concreto, deverá ser aplicado.
É um ramo do direito interno e não internacional, pois cada Estado estabelece as suas próprias normas de conexão, as quais serão aplicadas pelo juiz nacional. São normas cogentes e imperativas, não cabendo disposições das partes quanto á sua aplicação.

2. Fale sobre os tipos de relações no DIPrivado:
 R.: São classificadas como típicas e atípicas:
Atípica: aquela potencialmente vinculada a mais de um ordenamento jurídico, onde o DIPrivado se faz necessário, para a determinação da lei que irá reger o caso.Típica: é aquela que envolve apenas um ordenamento jurídico, não havendo questionamentos relativos a qual lei será aplicada. Sendo assim, a norma de direito substantivo incide diretamente sobre o fato, sem a necessidade de que as normas de DIPrivado indiquem qual a norma que deverá disciplinar a situação.
3. Conceitue ELEMENTO DE CONEXÃO.
É a parte do DIPrivado que determina qual o ordenamento jurídico que se aplicará a uma determinada questão, esta deve, obrigatoriamente, pertencer a um ramo de direito privado e estar “conectada” a mais de um ordenamento jurídico (quando há a possibilidade da aplicação das leis internas de mais de um Estado.

4. Marque V ou F:  a) F b) V c) F  d) V  e) V  f) F  g) V  h) V  i) F
a) o Brasil adota o elemento de conexão “autonomia da vontade”, onde as partes escolhem qual lei será aplicada a sua relação.
b) A norma sobre bens móveis e imóveis será a Lei da Situação do bem.
c) As normas de direito estrangeiro serão aplicadas sempre que necessário, mesmo que ofendam à ordem pública federal no Brasil.
d) Pra dispor sobre quem tem capacidade para suceder, aplicar-se-á a norma da Lei domicílio do herdeiro ou legatário.
e) A norma sobre capacidade e  personalidade é a mesma que a direito de família e nome, a Lei do Domicílio.
f) A norma sobre Sucessões com relação a cônjuge ou filhos brasileiros será a Lei do domicílio do herdeiro ou legatário.
g) A norma sobre Sucessões é a Lei do domicílio do de cujus.
h) A norma sobre Penhor será a Lei do Domicílio da pessoa que estiver com a posse do bem.
i) A norma sobre bens móveis e imóveis será a Lei do Domicílio do Proprietário.

5. O que você entende por CONFLITOS DE LEIS NO ESPAÇO?
Tais conflitos referem-se à possibilidade de haver incidência simultânea de dois ou mais ordenamentos jurídicos autônomos sobre um determinado fato para resolver uma questão de direito. Contudo, essa incidência simultânea não ocorre em face da aplicação das normas de DIPrivado, isso por que após a aplicação das normas indiretas, somente um ordenamento jurídico restará como aquele que deverá reger a relação.

6. Assinale a alternativa FALSA sobre os meios de aquisição da nacionalidade brasileira:
a) Nascidos no Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país.
b) Nascidos no estrangeiro de pai ou mãe brasileiros, desde que venham a residir em território brasileiro e optem, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira.
c) O brasileiro naturalizado jamais terá sua naturalização cancelada.
d) Reputa-se a serviço da nação estrangeira ambos os componentes do casal, ainda que apenas um deles detenha cargo, na medida em que o outro apenas o acompanhe.
 LETRA “C”, pois o brasileiro naturalizado poderá ter cancelada sua naturalização no caso do exercício de atividades contrárias ao interesse nacional.

7. Marque V ou F:  a) V  b) F  c) F  d) V  e) V  f) F  g) V  h) V  i) F  
a) O estrangeiro registrado como permanente que se ausentar do Brasil poderá regressar independentemente de visto se o fizer dentro de dois anos.
b) Estrangeiro que não satisfaça as devidas condições de saúde não poderá obter visto para vir ao Brasil.
c) Os estrangeiros não podem ocupar cargos, empregos ou funções públicas.
d) Os estrangeiros não adquirem direito políticos.
e) O visto não constitui um direito subjetivo á entrada, muito menos à permanência no território, mas sim uma expectativa de direito.
f) Se há dispensa do visto, pode-se interpretar como abertura generalizada á imigração.
g) A extradição é a entrega, por um Estado a outro, e a pedido deste, de indivíduo que em seu território deva responder a processo penal ou cumprir pena.
h) O ato imputado ao extraditando deverá ser tipificado como crime por ambas as legislações (brasileira e a do Estado solicitante).
i) Não será expulso estrangeiro que vive em união estável com brasileiro há mais de 4 anos.
j) A deportação se dá quando não estão presentes os requisitos legais de entrada ou permanência do estrangeiro no país.

8. Ligue o ramo do elemento de conexão à norma CORRESPONDENTE:
Estatuto pessoal                  Lei Domicílio
Formalidades casamento          L. local celebração
Obrigações e contratos              L. do país em que se constituem
Penhor                                    L. domicílio da pessoa que tiver a posse do bem
D. reais – bens imóveis            L. da situação do bem
Bens móveis                     L. domicílio do proprietário
Sucessões                         L. domicílio falecido

9. Marque AS ALTERNATIVAS CORRETAS em relação às fontes legislativas do DIPrivado no Brasil:
 Verdadeiras: C e E.
a) Código Comercial, CF, Legislação Complementar, Código Civil.
b) Lei de Introdução ao Código Civil e CF, apenas.
c) Código de Processo Civil, Lei de Introdução ao Código Civil, CF.
d) Tratados e CF.
e) Tratados e Convenções, sendo essas de origem Internacional.

10. Não constituem fontes do Direito Internacional Privado:        Verdadeira item D.
a) A eqüidade.
b) As leis internas de cada país.
c) O costume interno de cada país.
d) A boa razão.

11. Fale a respeito do objetivo do Direito Internacional PRIVADO.
A rigor, o direito internacional privado tem por objeto estabelecer as regras, em cada país, de aplicação do direito estrangeiro e de reconhecimento do ato praticado no exterior. Entretanto, parte da doutrina é de parecer que ele compreende ainda as regras do chamado direito convencional (tratados e convenções que dispõem sobre a solução dos conflitos de leis das partes contratantes). A tendência moderna é a harmonia, ou seja, a adoção, por tratados e convenções, das mesmas regras. O sistema tem sido mais bem-aceito nos países que para reger o direito da família adotam a lei nacional, não a lei domiciliar das pessoas.

12. Comente sobre o termo “tratado” e sobre suas condições de validade dos tratados.
Tratado significa um acordo internacional celebrado entre Estados em forma escrita e regido pelo direito internacional, que conste, ou de um instrumento único ou de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja a sua denominação específica. Sua condições de validade são: capacidade das partes contratantes, habilitação dos agentes signatários, consentimento mútuo e objeto lícito e possível.

13. Disserte sobre o processo de conclusão de tratados internacionais:
 A competência para a conclusão dos tratados internacionais é do Poder Executivo. Segundo a CF (ART.84, VIII) é privativo do Presidente da República celebrar tratados, convenções e atos internacionais. Sem seguida, o Presidente remete os tratados a serem apreciados pelo Congresso Nacional, a quem cabe resolver definitivamente sobre a sua aprovação (art. 49, I, CF). Uma vez aprovados, por meio de Decreto – Legislativo, os atos internacionais voltam ao Executivo, para serem ratificados (ato discricionário do Presidente da República pelo qual este confirma ou não às outras partes a disposição do Estado em cumprir o tratado.

14. Comente acerca dos limites á aplicação da lei estrangeira, quando se leva em consideração o interesse público.
 A intervenção de exceção de ordem pública internacional consiste no afastamento da lei designada, ocasionando efeito negativo, pois sua utilização importaria em um resultado incompatível com a ordem pública do foro. Se a lei estrangeira for contrária à ORDEM PÚBLICA (conjunto de princípios tidos como fundamentais e integrantes do sistema jurídico, sendo inderrogáveis) o juiz nacional não aplicará a lei estrangeira, não fará o reconhecimento dos atos praticados no exterior ou sentenças proferidas por outro país.

15. Como fica o sistema jurídico de um Estado, quando da aplicação de leis estrangeiras?
 O sistema jurídico de um estado compreende, assim, normas internas propriamente ditas, e normas internas que exigem aplicação de lei estrangeira. Se, por exemplo, um brasileiro casa-se no Brasil perante autoridade nacional, o casamento (capacidade, impedimentos, celebração etc.) fica submetido à legislação brasileira e somente a ela. Quando contrai casamento com estrangeira domiciliada no exterior, surge o problema da lei a ser aplicada: a brasileira ou a alienígena. A questão é de direito internacional privado.